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– Enviado em 31/10/2018

Depois de dois meses em alta, comércio caxiense encerra setembro com queda de 3,13%

Mesmo assim, desempenho negativo foi dentro do esperado

 

O Termômetro de Vendas de setembro de 2018 da CDL Caxias do Sul, foi divulgado nesta terça-feira (30/10) à tarde, na CIC Caxias, e lançou as informações da economia do município durante este período. Os números apresentaram, desta vez, um resultado negativo de 3,13%, dado inferior aos 10,05% positivos do mês anterior. Em relação a setembro de 2017 também é possível observar uma queda de 1,02% no mês.

Conforme o assessor de economia e estatística da entidade, Mosár Leandro Ness, o desempenho do comércio caxiense foi de acordo com o esperado. “Sazonalmente ocorre uma desaceleração em setembro, isso já está previsto. Todavia, o ambiente de vendas voltou a ensejar preocupação nos lojistas e funcionários, já que o estado letárgico do setor, no ano em curso, não dá sinais de melhora. Para vencer a atual fase de estagnação será necessário, mais que a entrada da renda extra proporcionada pelo décimo terceiro salário. O crescimento das vendas de forma contínua, necessita ser pensando com ações de curto, médio e longo prazo. Só assim ocorrerá, de fato, uma melhora”.

 

Inadimplência

O estoque de dívidas no mês de setembro apresentou um comportamento diferenciado, já que o mesmo teve uma queda de 2,05%, quando comparado ao mês anterior (agosto/2018). Em 2018, o estoque de dívidas cresceu 32,33% e em doze meses o crescimento foi de 84,10%. Quando os dados de setembro são comparados ao mesmo período do ano anterior (setembro/2017) é observado uma variação mensal de 5,89%. No ano o estoque acumulado é de 26,36% e em doze meses 91,26%.

As inclusões de CPFs no SPC aumentaram em 1,69% em relação ao mesmo período do ano passado (setembro/2017) e aumentaram em 0,34% em relação ao mês anterior (agosto/2018).

 

Empregos

A evolução das contratações em Caxias do Sul durante setembro revelou um saldo positivo na ordem de 304 novas vagas. Em doze meses também houve um acúmulo positivo de 4.783. Com isso, já é possível afirmar que estimulado pelo mercado de bens, o mercado de trabalho caxiense, ao longo do ano, vem esboçando uma recuperação consolidada. O setor que mais foi atingido pela crise, a Indústria de Transformação, é o que vem demonstrando maior fôlego na recuperação.

Neste setor, no mês de setembro, foi registrado um saldo de 226 novas contratações. Em 2018 já são 5.458 vagas e também, no acumulado de doze meses, ainda observando a Indústria de Transformação, o saldo também é positivo, com 4.455 vagas.

Já, especificamente o comércio, apresentou em setembro um saldo positivo de contratações, foram 96 vagas a mais. Já no ano, o saldo de contratações é negativo, foram 231 vagas a menos. Todavia, no acumulado de 12 meses, o comércio apresenta um saldo positivo de 24 vagas, o que denota que embora o comércio venha enfrentando um período de estagnação e expectativas pouco animadoras em relação ao nível de atividade, este não deixa de se preparar para o período de final de ano. Época em que as vendas tendem  a ser maiores.

 

Ramo duro

No ramo duro, a variação entre os meses de agosto e setembro de 2018 apresentou uma queda de 1,56%. Em termos reais, descontada a inflação, também foi percebida uma retração nas vendas de 0,38%. Já no acumulado de doze meses, observou-se um crescimento positivo de 3,61% contra 4,74% do mês anterior.

 Em termos nominais, o desempenho positivo do setor ocorreu em apenas um segmento: Automóveis, Caminhões e Autopeças novas (10,69%). Já nas demais áreas do ramo, houve desempenho negativo: Informática e Telefonia  (1,51%); Material de Construção (4,67%); Óticas, Joalherias e Relojoarias (3,07%); Materiais Elétricos (19,39%); Eletrodomésticos, Móveis e Bazar (1,54%); e Implementos Agrícolas (14,86%).

 

Ramo mole

Em relação ao ramo mole, a variação entre julho e agosto de 2018 apresentou também desempenho negativo de 9,16% contra 11,79% negativo do mês anterior (agosto/2018). Em termos reais, descontada a inflação, a variação sob o mesmo período do ano anterior (setembro/2017) apresentou novamente saldo negativo de 5,55% e no acumulado de doze meses também houve uma retração de 6.59%.

O desempenho positivo ficou por conta de Produtos Químicos (33,04%); Já os segmentos com variação negativa, foram: Vestuário, Calçados e Tecidos (18,45%); Farmácia (13,15%); Livraria, Papelaria e Brinquedos (22,40%).

O ramo mole, tradicionalmente mais sensível às oscilações, registra, portanto, comportamento negativo por mais tempo, em comparação ao ramo duro. O movimento desse segmento denota a fragilidade do setor que ainda não conseguiu recompor sua base para crescer de forma sustentada, explica Mosár Leandro Ness.


Baixe o Termômetro atual aqui

 

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