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Presidentes
José Quadros dos Santos
Ivanir Gasparin
Departamento de Economia e Estatística
Miguel Frederico Fortes - Diretor
Sirlei Bertollo
Fabrício Mateus Bazzo
| Ramo/Setor | Sobre Ago 2007 | Sobre Set 2006 | Acum. no ano | Acum. 12 meses |
|---|---|---|---|---|
| Ferragens | (15,53) | (3,07) | (0,24) | 1,20 |
| Máquinas Equip. p/ Escritório e Informática | 1,24 | 92,63 | 41,93 | 34,11 |
| Automóveis, Caminhões e Autopeças Novos | (11,87) | 18,67 | 17,46 | 11,47 |
| Óticas e Joalherias | (13,49) | (7,94) | 4,83 | 0,61 |
| Materiais de Construção | 1,03 | (12,33) | (16,55) | (15,77) |
| Materiais Elétricos | (16,59) | 3,56 | 10,14 | 9,79 |
| Eletrodomésticos, Móveis e Bazar | (3,09) | (6,88) | 0,54 | (1,07) |
| TOTAL RAMO DURO | (8,92) | 10,66 | 10,83 | 6,81 |
| Vestuário Calçados e Tecidos | (17,29) | (4,87) | 5,64 | 4,42 |
| Produtos Químicos e Farmácias | 17,78 | 15,11 | 9,99 | (2,54) |
| Livrarias, Papelarias e Brinquedos | (27,08) | 2,66 | 2,58 | 2,47 |
| TOTAL RAMO MOLE | (5,46) | 4,14 | 3,27 | 1,64 |
| COMÉRCIO GERAL | (7,98) | 8,75 | 8,55 | 5,24 |
As vendas do comércio caxiense foram deflacionadas pelo IGP-DI da FGV, que no mês de setembro foi de 1,17% e no acumulado do ano até setembro é de 4,51% e de 12 meses 6,38%.
O comércio de Caxias do Sul cresceu 8,75% em relação ao mesmo mês de setembro de 2006, embora tenha decrescido 7,98% em relação a agosto de 2007. A relação entre setembro e agosto de 2007 pode ser entendida como normal, pois setembro historicamente apresenta um resultado inferior a agosto. Na verdade setembro é um dos três meses do ano com menor desempenho comercial (junto a janeiro e fevereiro). Este é um efeito sazonal e se deve ao fato de ter menos dias em relação aos outros meses em virtude dos feriados (7 e 20), estar entre o fim de uma estação (inverno) e o começo de outra (primavera). Em agosto geralmente há um incremento de venda devido a promoções de final de inverno e outubro costume ser um mês bem forte. Assim setembro fica numa espécie de "intermezzo". Mesmo assim, ele teve um forte crescimento.
Nota-se que a economia de Caxias do Sul cresceu 14,63%, já acumulando uma alta no ano de 9,97%, liderada pelos serviços que cresceram 19,61% em setembro, acumulando 15,70% no ano, a indústria em setembro cresceu mais que o comércio, 11,48%, mas tem um resultado menor no ano 7,47%. Isso mostra o forte crescimento econômico da cidade a níveis de cerca de 100% superiores ao que está acontecendo no Brasil.
No comércio chama atenção o crescimento do setor de Máquinas e Equipamentos para Escritórios (92,63% no mês e 41,83% no ano), nos meses anteriores pensamos que este era um fenômeno sazonal, mas a continuação de níveis de crescimento expressivos por vários meses seguidos evidenciam que este setor está passando por um período de forte desenvolvimento. Uma das possíveis causas é a elevação dos investimentos das empresas que levam a maior compra de ativos. Segmento que também continua apresentando forte crescimento é o de Automóveis (18,67% no mês e 17,46% no ano), uma tendência que vem se confirmando há vários meses, neste caso inferior ao nível de crescimento brasileiro que é de 27%. Também é significativo o crescimento de produtos químicos e farmácias (15,11% no mês e 9,99% no ano), crescimento esse que tem sinalização de ser sazonal, até porque em 12 meses seu resultado é negativo (2,54%).
Em termos de resultado negativo chama atenção a continuação de resultados negativos do setor de Móveis e Eletrodomésticos (6,88% no mês, 0,54% no ano e 1,07% em 12 meses). Lembremos que de 2003 a 2006 esse foi o segmento que maior crescimento teve. As evidências apontam para um movimento de refluxo. Este pode estar sendo causado pelos seguintes fatores:
1) Mudança de perfil de desejo de consumo passando a bens de maior valor (automóveis e residências) que passaram a ter maiores volumes de capital para operações de crédito, e essas se tornaram mais atrativas, quer pelo alongamento (em automóveis acima de 70 meses, em residências em até 240 meses) e menores juros.
2) Diminuição do preço das mercadorias, ao invés de aumentar, nos últimos anos eletrodomésticos têm diminuído seu preço.
3) Saturação, justamente por ter passado por três anos de intenso crescimento.
4) Aumento do endividamento das famílias, que hoje já é superior a 90% da massa salarial.
Uma surpresa é o decréscimo do setor de Vestuário, Tecidos e Calçados (4,87% no mês, e 17,29% em relação a agosto de 2007). Esse setor vinha acumulando resultados positivos e recuperando-se, visto que em anos anteriores era um dos setores sem crescimento. Neste sentido precisamos observar qual será o movimento nos próximos meses.
Gráfico 1 - desempenho em relação ao mesmo mês no ano anterior
Gráfico 2 - desempenho acumulado em relação aos últimos doze meses
| Ramo/Setor | Cresc. Real s/mês anter. | Cresc. Real s/mês ano ant. |
|---|---|---|
| Ferragens | 4,55 | 15,00 |
| Máquinas e Equipamentos para Escritório | 0,00 | 26,32 |
| Automóveis, Caminhões e Autopeças | 3,05 | 9,75 |
| Óticase Joalherias | 0,00 | 3,70 |
| Materiais de Construção | 0,00 | (4,00) |
| Materiais Elétricos | (2,22) | 15,79 |
| Eletrodomésticos, Móveis e Bazar | (4,30) | 2,01 |
| RAMO DURO | (0,82) | 5,71 |
| Vestuário e Calçados | (5,24) | (0,50) |
| Produtos Químicos e Farmácias | 1,65 | 8,19 |
| Livrarias, Papelarias e Brinquedos | (3,48) | (3,48) |
| RAMO MOLE | (2,22) | 2,57 |
| COMÉRCIO GERAL | (1,54) | 4,09 |
Neste mês o resultado da amostra aponta uma diminuição em termos de emprego de (1,54%) em relação ao mês anterior, mas com um crescimento de 4,09% em um ano. Os dados oficiais do CAGED são mais positivos, eles apontam um crescimento de 7,07% em 12 meses. A tendência é deste número se tornar maior neste final de ano, justamente devido à expectativa de crescimento significativo.
| Mês/Ano | Categoria | Cancelam. | Valor |
|---|---|---|---|
| Set/06 | Cheque | 2.352 | 1.158 |
| SPC | 3.798 | 2.476 | |
| Subtotal 1 | 6.150 | 3.634 | |
| Set/07 | Cheque | 1.593 | 2.945 |
| SPC | 5.939 | 3.965 | |
| Subtotal 2 | 7.532 | 6.910 | |
| Total | 1.382 | 3.276 | |
Seguindo a metodologia que adotamos desde julho, quando mudou a metodologia de inclusão, para medir a inadimplência, apesar de termos um incremento de 1.382 registros isto não significa que a inadimplência cresceu. Isso porque na metodologia anterior não se contabilizava as notificações, só as inclusões que permaneciam após o período no qual era possível resolver a situação sem uma inclusão definitiva. A análise estatística dos anos anteriores apontou que 20% dos casos eram resolvidos após a notificação e antes da inclusão definitiva. Este é o percentual que usamos de expurgo para podermos fazer a análise.
Assim, a inadimplência em setembro diminuiu 2% em relação a setembro de 2006. Por outro lado, o nível de recuperação de crédito cresceu 90,14% o que é algo muito acima da média. Um número desse montante nos leva a ter que analisar se também aqui não se aplica a distorção ocorrida pela mudança de metodologia. Quer dizer, embora esse número seja real e exato, ele também pode estar refletindo os acertos ocorridos entre a notificação e a inclusão definitiva. Esta é uma hipótese que precisa ser pesquisada.
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