Termômetro de Vendas Janeiro de 2007

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CÂMARA DE DIRIGENTES LOJISTAS DE CAXIAS DO SUL
SINDILOJAS DE CAXIAS DO SUL

Presidentes
Milton Corlatti
Carlos Raimundo Calcagnotto

Departamento de Economia e Estatística
Miguel Frederico Fortes - Diretor
Julian Bianchini - Diretor
Sirlei Bertollo
Fabrício Mateus Bazzo

Termômetro de Vendas Janeiro de 2007

Ramo/Setor Sobre dez 2006 Sobre jan 2006 Acum. no ano Acum. 12 meses
Ferragens (12,06) 0,44 0,44 2,51
Máquinas Equip. p/ Escritório e Informática (32,54) (26,19) (26,19) (5,74)
Automóveis, Caminhões e Autopeças Novos (15,68) 17,53 17,53 4,63
Óticas e Joalherias (24,68) 2,31 2,31 (10,05)
Materiais de Construção (14,51) (24,33) (24,33) (8,60)
Materiais Elétricos (11,73) (13,75) (13,75) (0,51)
Eletrodomésticos, Móveis e Bazar (10,08) 0,65 0,65 (2,42)
TOTAL RAMO DURO (14,34) 5,67 5,67 0,85
Vestuário Calçados e Tecidos (60,70) 7,67 7,67 1,37
Produtos Químicos e Farmácias (8,52) (9,06) (2,59) 1,12
Livrarias, Papelarias e Brinquedos 49,09 5,07 5,07 (0,87)
TOTAL RAMO MOLE (35,93) (0,03) (0,03) 0,96
COMÉRCIO GERAL (21,77) 3,99 3,99 0,89

As vendas do comércio caxiense foram deflacionadas pelo IGP-DI da FGV, que no mês de janeiro de 2007 foi de 0,43% e nos últimos 12 meses de 3,50%.

O comércio de Caxias do Sul teve um crescimento de 3,99% no mês de janeiro em relação ao mesmo período do ano passado. Este incremento, no entanto, não é homogêneo, apresentando diferenças acentuadas entre os segmentos comerciais.

Positivamente temos um crescimento muito significativo no segmento de Automóveis e Autopeças, 17,53%; e no Ramo Mole, que à exceção de Produtos Químicos e Farmácias (9,06%), registrou incremento acima da média do comércio em geral em seus outros segmentos.

Negativamente temos os setores de Materiais de Construção (24,33%) e de Materiais Elétricos (13,75%). Essa constante queda observada nos últimos meses leva à necessidade de a entidade a estudar o que está acontecendo. Se esse resultado é reflexo das políticas do setor ou de questões macroeconômicas. Também o segmento de Máquinas e Equipamentos para Escritórios teve acentuada queda (26,19%), mas este, contudo, é marcado por forte sazonalidade, o que pode explicar seu desempenho negativo.

O dado positivo, que pode ser percebido nos dois gráficos que apresentamos abaixo, é que todas as constantes apontam positivamente em termos de evolução do comércio caxiense, o que pode estar indicando crescimento para 2007.

Mês x Mês ano anterior

Gráfico 1 - desempenho em relação ao mesmo mês no ano anterior

12 meses

Gráfico 2 - desempenho acumulado em relação aos últimos doze meses

Empregos e salários

Ramo/Setor Mês Atual Mês Anterior Mês Ano Anterior Cresc. Real s/mês anter. Cresc. Real s/mês ano ant.
Ferragens 21 21 19 0,00 10,53
Máquinas e Equipamentos para Escritório 16 13 15 23,08 6,67
Automóveis, Caminhões e Autopeças 276 283 289 (2,47) (4,50)
Óticas e Joalherias 30 28 26 7,14 15,38
Materiais de Construção 76 74 79 2,70 (3,80)
Materiais Elétricos 42 41 37 2,44 13,51
Eletrodomésticos, Móveis e Bazar 344 332 385 3,61 (10,65)
RAMO DURO 805 792 850 1,64 (5,29)
Vestuário e Calçados 435 420 421 (3,57) 3,33
Produtos Químicos e Farmácias 345 340 337 (1,47) (2,37)
Livrarias, Papelarias e brinquedos 149 124 135 20,16 10,37
RAMO MOLE 929 884 893 5,09 4,03
COMÉRCIO GERAL 1.734 1.676 1.743 3,46 (0,52)

A amostra aponta um dado de certa maneira surpreendente de aumento do nível de emprego em 3,46% em janeiro de 2007 em relação a dezembro de 2006, o que pode estar indicando mudança nas estratégias empresariais utilizadas nos meses de baixo desempenho (janeiro e fevereiro). Esse esrultado reflete, também, uma expectativa favorável em relação à evolução das atividades comerciais.

Inadimplência

Mês/Ano Categoria Registros Valor Cancelam. Valor Diferença +(-)
Jan/06 Cheque 2.679 436.101 1.462 248.344 187.757
SPC 4.172 694.660 2.410 591.230 103.430
Subtotal 1 6.851 1.130.761 3.872 839.574 291.187
Jan/07 Cheque 2.615 608.408 1.147 251.949 356.459
SPC 3.192 675.799 2.115 645.438 30.361
Subtotal 2 5.807 1.284.207 3.262 897.386 386.821
Total (1.044) 153.446 (610) 57.812 95.633

Confirmando o acontecido nos meses anteriores, a inadimplência em janeiro foi 15,24% menor em relação ao mesmo período de 2006, notemos que essa diminuição foi menor em relação aos cheques (1,05%), do que no SPC (que registra outras formas de pagamento como carnês), que foi 23,49% menor, o que indica que os cheques ainda são o fator mais problemático em relação à inadimplência no comércio caxiense.

O número de recuperação de crédito foi menor (15,75%), praticamente na mesma relação da queda da inadimplência, o que indica características do fluxo de evolução da relação de crédito. Ou seja, a inadimplência continua em viés de baixa, e a recuperação de crédito continua ocorrendo, mas de forma bem mais lenta, levando ao equilíbrio anteriormente constante entre adimplência e inadimplência.

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