Termômetro de Vendas Maio de 2007

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CÂMARA DE DIRIGENTES LOJISTAS DE CAXIAS DO SUL
SINDILOJAS DE CAXIAS DO SUL

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Milton Corlatti
Ivanir Gasparin

Departamento de Economia e Estatística
Miguel Frederico Fortes - Diretor
Julian Bianchini - Diretor
Sirlei Bertollo
Fabrício Mateus Bazzo

Termômetro de Vendas Maio de 2007

Ramo/Setor Sobre Abr 2007 Sobre Mai 2006 Acum. no ano Acum. 12 meses
Ferragens 12,42 4,26 1,71 4,09
Máquinas Equip. p/ Escritório e Informática 17,96 23,53 14,89 1,45
Automóveis, Caminhões e Autopeças Novos 2,26 1,77 16,20 9,99
Óticas e Joalherias (1,14) 9,28 4,47 (2,15)
Materiais de Construção (2,52) (12,30) (19,41) (17,56)
Materiais Elétricos 13,41 11,41 1,13 0,45
Eletrodomésticos, Móveis e Bazar 6,35 4,48 5,86 1,29
TOTAL RAMO DURO 4,60 3,49 9,92 4,85
Vestuário Calçados e Tecidos 18,33 3,16 5,91 2,82
Produtos Químicos e Farmácias 11,51 5,22 11,51 0,84
Livrarias, Papelarias e Brinquedos (2,79) 4,19 0,74 (0,38)
TOTAL RAMO MOLE 13,71 3,88 3,75 1,67
COMÉRCIO GERAL 7,18 3,61 8,00 3,88

As vendas do comércio caxiense foram deflacionadas pelo IGP-DI da FGV, que no mês de maio foi de 0,16% e no acumulado do ano é de 1,37%, de 12 meses 4,60%.

O comércio de Caxias do Sul manteve em maio a trajetória de constante crescimento observada ao longo dos últimos 13 meses, sendo que incremento foi de 3,61% em relação a maio do ano passado, e de 7,18% em relação a abril de 2007. Todos os segmentos registraram aumento, à exceção de Materiais de Construção (12,30%). Nos crescimentos cabe destaque a Máquinas e Equipamentos de Escritório, 23,53%; Materiais Elétricos, 11,41%; e Óticas e Joalherias, 9,28%. Automóveis e Caminhões que vinham tendo altos níveis de crescimento tiveram neste mês um crescimento bem mais modesto, 1,77%; por outro lado, setores que apresentavam resultados negativos, como Livrarias e Ferragens voltaram a crescer.

Os gráficos que seguem mostram uma diminuição na aceleração de crescimento, mas mantém a constante de crescimento positivo. Devemos recordar que esses níveis de crescimento são reais, deflacionados, significando que o crescimento nominal é 4,60 pontos percentuais maior. Assim, o crescimento nominal foi de 8,21%, muito próximo do que nossas pesquisas prévias apontavam (um crescimento entre 6% e 10%).

Mês x Mês ano anterior

Gráfico 1 - desempenho em relação ao mesmo mês no ano anterior

12 meses

Gráfico 2 - desempenho acumulado em relação aos últimos doze meses

Empregos e salários

Ramo/Setor Cresc. Real s/mês anter. Cresc. Real s/mês ano ant.
Ferragens 5,00 5,00
Máquinas e Equipamentos para Escritório 33,33 0,00
Automóveis, Caminhões e Autopeças (1,04) (5,30)
Óticase Joalherias (3,57) (3,57)
Materiais de Construção (4,00) (7,69)
Materiais Elétricos 0,00 18,92
Eletrodomésticos, Móveis e Bazar (1,12) 3,21
RAMO DURO (0,60) (0,48)
Vestuário e Calçados (1,18) 5,82
Produtos Químicos e Farmácias 3,24 7,34
Livrarias, Papelarias e Brinquedos (7,32) (3,39)
RAMO MOLE (0,34) 5,12
COMÉRCIO GERAL (0,47) 2,34

O comércio de Caxias do Sul continua registrando aumento no número de empregos gerados, que cresceu 2,24% em relação a maio do ano passado. Esse incremento seria ainda maior se setores que têm apresentado diminuição nas vendas (como Materiais de Construção) não começassem a diminuir suas vagas de trabalho.

Inadimplência

Mês/Ano Categoria Registros Valor Cancelam. Valor
Mai/06 Cheque 3.379 705.164 1.317 268.957
SPC 5.050 2.049.952 2.028 457.218
Subtotal 1 8.429 2.755.115 3.345 726.176
Mai/07 Cheque 2.639 889.412 1.490 620.658
SPC 3.758 821.573 2.372 672.772
Subtotal 2 6.397 1.710.984 3.862 1.293.430
Total (2.032) (1.044.131) 517 567.254

A inadimplência em Caxias do Sul teve uma diminuição de 24,10%, uma das taxas mais expressivas registradas, mantendo-se também a tendência de redução dos valores devidos, o que reflete o fato já comentado de nos últimos três anos e meio vem diminuindo o valor de prestação devido. Se em maio de 2006 a dívida média registrada era de R$ 326,86, em maio de 2007 foi de R$ 267,46, uma queda de 18,17%.

Houve um aumento de recuperação de crédito de 15,46%, mantendo a seqüência de crescimento dos níveis de recuperação de crédito. Embora seja interessante perceber que houve um brutal aumento do valor pago, 78,11%, o que confirma a informação citada no parágrafo anterior de que as dívidas passadas eram de maior valor que as presentes.

Chama a atenção, porém, que apesar da diminuição da taxa de inadimplência, a relação entre o número de registros (6.397) e de recuperação de crédito (3.862) é precária, para cada uma que sai, 1,7 entra, ou seja os registros são 65,63% superiores à recuperação. Assim, a inadimplência ainda é um sério problema para as atividades comerciais.

Considerações Finais

Continuamos apresentando um quadro positivo de atividade comercial, com aumento de vendas, diminuição da inadimplência e crescimento do nível de recuperação de crédito. Deve-se acrescentar a isso o fato que em maio as operações de crédito foram cerca de 11% superiores ao do mesmo período do ano passado.

A inflação também perdeu fôlego, sendo de 0,16%, as taxas de juros baixaram e o volume de capital disponível para crédito aumentou. Com a continuação de condições climáticas positivas a expectativa é de crescimento significativo.

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