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Presidentes
José Quadros dos Santos
Ivanir Gasparin
Departamento de Economia e Estatística
Miguel Frederico Fortes - Diretor
Julian Bianchini - Diretor
Sirlei Bertollo
Fabrício Mateus Bazzo
| Ramo/Setor | Sobre Mai 2007 | Sobre Jun 2006 | Acum. no ano | Acum. 12 meses |
|---|---|---|---|---|
| Ferragens | (8,28) | (3,56) | 0,79 | 3,89 |
| Máquinas Equip. p/ Escritório e Informática | 15,04 | 50,37 | 21,17 | 6,14 |
| Automóveis, Caminhões e Autopeças Novos | 11,60 | 17,76 | 16,49 | 10,77 |
| Óticas e Joalherias | 4,28 | 13,17 | 5,82 | (0,01) |
| Materiais de Construção | (9,37) | (9,35) | (18,04) | (16,66) |
| Materiais Elétricos | (2,97) | 22,18 | 4,44 | 3,43 |
| Eletrodomésticos, Móveis e Bazar | (2,88) | 0,65 | 4,96 | 1,66 |
| TOTAL RAMO DURO | 5,58 | 12,70 | 10,42 | 5,83 |
| Vestuário Calçados e Tecidos | (12,55) | 15,14 | 7,52 | 4,30 |
| Produtos Químicos e Farmácias | (5,01) | 0,85 | 11,18 | 0,32 |
| Livrarias, Papelarias e Brinquedos | (4,44) | 12,74 | 1,82 | 0,74 |
| TOTAL RAMO MOLE | (9,45) | 9,96 | 4,70 | 2,39 |
| COMÉRCIO GERAL | 1,06 | 11,94 | 8,67 | 4,78 |
As vendas do comércio caxiense foram deflacionadas pelo IGP-DI da FGV, que no mês de junho foi de 0,26% e no acumulado do ano até é de 1,63% e de 12 meses 4,18%.
O comércio de Caxias do Sul apresentou um crescimento surpreendente no mês de junho. Na comparação com maio de 2007, teve um crescimento de 1,06%, algo atípico, uma vez que maio tradicionalmente é o segundo mês em faturamento comercial do ano, ficando atrás somente de dezembro. A análise dos setores que cresceram mostra que os segmentos que tiveram maior incremento foram os do Ramo Duro (Bens Duráveis), sendo que o que apresenta maior peso econômico é o de Veículos e Autopeças.
Na comparação com o mesmo mês (junho) do ano anterior (2006) vemos um aumento bastante significativo do Comércio em Geral, de 11,94%, sendo que o Ramo de Bens Duráveis foi de 12,70% e de Bens Semiduráveis 9,96%. No Ramo de Bens Duráveis os únicos setores que não cresceram foram o de Materiais de Construção e de Ferragens, na seqüência do que já vem acontecendo nos últimos 12 meses. Por outro lado, o setor de Materiais Elétricos cresceu 22,14%, o que pode estar relacionado com o frio mais intenso neste ano. O mesmo se relaciona com o setor de Vestuário, Calçados e Tecidos, no Ramo Semidurável, que cresceu 15,14%, também um crescimento muito expressivo, que com certeza tem a ver com o clima.
Chama a atenção que Óticas e Joalherias tiveram um crescimento significativo de 13,17%. E aqui podemos estar começando a perceber a confirmação de uma tendência, a de crescimento das vendas do mês de junho devido ao Dia dos Namorados. Na pesquisa que realizamos para essa data, 53,97% dos consumidores afirmou que iria comprar algum presente. Desses, 53,42% afirmou que iria comprar roupas, e 4,35% jóias.
Também houve um crescimento acentuado do setor de Veículos e Peças, de 17,76%, certamente devido à agressividade das campanhas e ao farto volume de recursos destinados ao crédito e as facilidades de sua concessão. Isto está associado a uma mudança de perfil de consumo de veículos por parte dos consumidores tendendo a buscar opções com maior valor agregado, em detrimento de veículos mais populares.
O grande crescimento de materiais de escritório, 50,37%, não nos possibilita uma análise mais acurada visto ser um segmento de alta sazonalidade.
Chama a atenção o fato que Eletrodomésticos não apresentaram crescimento significativo, o que contraria o ocorrido em meses anteriores e também o rigor do clima. Suas causas precisão ser analisadas se essa tendência de confirmar em julho, se não se trata somente de um fenômeno de transferência de fluxo.
Concluindo, o crescimento da data do Dias dos Namorados, associado ao rigor do clima e às amplas e favoráveis ofertas de crediário, são as prováveis causas do bom crescimento do setor comercial de Caxias do Sul no mês de junho.
Gráfico 1 - desempenho em relação ao mesmo mês no ano anterior
Gráfico 2 - desempenho acumulado em relação aos últimos doze meses
| Ramo/Setor | Cresc. Real s/mês anter. | Cresc. Real s/mês ano ant. |
|---|---|---|
| Ferragens | 4,76 | 10,00 |
| Máquinas e Equipamentos para Escritório | 20,00 | 20,00 |
| Automóveis, Caminhões e Autopeças | (2,80) | (26,06) |
| Óticase Joalherias | 0,00 | 0,00 |
| Materiais de Construção | 2,78 | (3,90) |
| Materiais Elétricos | 4,55 | 24,32 |
| Eletrodomésticos, Móveis e Bazar | 7,63 | 6,13 |
| RAMO DURO | 3,40 | (6,99) |
| Vestuário e Calçados | 1,20 | 4,96 |
| Produtos Químicos e Farmácias | 3,24 | 7,34 |
| Livrarias, Papelarias e Brinquedos | (2,28) | 7,52 |
| RAMO MOLE | 0,57 | 5,97 |
| COMÉRCIO GERAL | 1,93 | (0,80) |
A situação do emprego em Caxias do Sul apresenta estabilidade, com crescimento em relação a maio, mas queda, mesmo que pequena se considerando que esses dados são amostrais, em relação a maio. Com certeza reflete o fato que as ações de preparação ao período nos meses anteriores criaram a possibilidade da atual estabilidade.
| Mês/Ano | Categoria | Registros | Valor | Cancelam. | Valor | Diferença +(-) |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Jun/06 | Cheque | 3.059 | 621.423 | 1.451 | 269.920 | 351.504 |
| SPC | 4.192 | 837.776 | 2.294 | 575.654 | 262.122 | |
| Subtotal 1 | 7.251 | 1.459.199 | 3.745 | 845.574 | 613.625 | |
| Jun/07 | Cheque | 2.645 | 541.450 | 2.231 | 536.716 | 4.734 |
| SPC | 4.288 | 1.256.521 | 2.903 | 811.341 | 445.180 | |
| Subtotal 2 | 6.933 | 1.797.971 | 5.134 | 1.348.057 | 449.914 | |
| Total | (318) | 338.772 | 1.389 | 502.483 | (163.711) | |
A inadimplência em Caxias do Sul teve uma queda de 4,38% em número de casos, embora com crescimento de valor de 23,21%, o que mostra uma mudança do perfil do valor médio da dívida que cresceu, passando de R$ 201,24 em junho de 2006, para R$ 259,33 em junho de 2007, um crescimento de 28,86% (o que contraria a tendência de diminuição que se apresentava nos últimos meses).
Houve um crescimento significativo na recuperação de crédito que foi de 59,42%, o que é algo bem positivo. Contudo, apesar desde alto índice de crescimento, devemos perceber que o saldo entre quem se tornou inadimplente (foi registrado) e quem recuperou seu crédito é negativo em 35,04%, ou seja o número de pessoas que passou a dever é 35% superior ao que recuperou seu crédito, e o valor financeiro do saldo da dívida total cresceu em 33,37%. Isso significa que apesar da diminuição da inadimplência e do crescimento da recuperação de crédito o volume de endividamento tem crescido.
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