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Presidente
José Quadros dos Santos
Departamento de Economia e Estatística
Miguel Frederico Fortes - Diretor
Sirlei Bertollo
| Ramo/Setor | Sobre Abr 2008 | Sobre Mai 2007 | Acum. no ano | Acum. 12 meses |
|---|---|---|---|---|
| Ferragens | 33,34 | 22,41 | 5,36 | 0,92 |
| Máquinas Equip. p/ Escritório e Informática | (20,47) | (15,40) | 9,05 | 39,54 |
| Automóveis, Caminhões e Autopeças Novos | 5,38 | 27,63 | 26,59 | 25,28 |
| Óticas e Joalherias | 9,09 | (0,14) | (3,92) | 0,12 |
| Materiais de Construção | (10,17) | 5,76 | 3,99 | (3,72) |
| Materiais Elétricos | (5,70) | 5,06 | 23,80 | 24,08 |
| Eletrodomésticos, Móveis e Bazar | 1,22 | 2,81 | 6,37 | (3,71) |
| TOTAL RAMO DURO | 2,28 | 15,88 | 18,16 | 15,10 |
| Vestuário Calçados e Tecidos | 12,33 | (9,98) | 1,27 | 0,31 |
| Produtos Químicos e Farmácias | 6,48 | 6,98 | 0,47 | 3,14 |
| Livrarias, Papelarias e Brinquedos | (29,67) | (18,97) | (1,17) | 1,88 |
| TOTAL RAMO MOLE | 4,87 | (5,78) | 0,54 | 1,52 |
| COMÉRCIO GERAL | 2,94 | 9,37 | 12,89 | 11,02 |
As vendas do comércio caxiense foram deflacionadas pelo IGP-DI da FGV, que no mês de maio foi de 1,88% e no acumulado dos últimos 12 meses de 12,14%.
O Comércio de Caxias do Sul em maio de 2008 teve um crescimento de 9,37% em relação a maio de 2007, e de 2,94% em relação a abril de 2008, alcançando um acumulado de 12,88% no ano de 2008, e de 11,02% em 12 meses.
Este crescimento é puxado pelo Ramo Duro que já tem um acumulado de 18,16% no ano, ao passo que o Ramo Mole acumula um pequeno crescimento de 0,54% no ano.
Os segmentos que tiveram melhor resultado no mês foram o de Veículos e Autopeças Novos, com 27,63%, e Ferragens com 22,41%. Aliás, como Materiais de Construção, com crescimento de 5,76% e Materiais Elétricos com 5,06% temos a continuação de recuperação de crescimento do setor do comércio ligado à Construção, continuando o que aconteceu no mês anterior. Cabe lembrar que por quase dois anos os resultados destes segmentos foram negativos.
Chama a atenção o desempenho negativo do setor de Vestuário e Calçados (9,98%), de Óticas e Relojoarias (0,14%), e o fraco desempenho do setor de Eletrodomésticos, Móveis e Bazar, 2,81%. Isto porque maio é o segundo melhor mês de vendas do ano.
No acumulado de 12 meses vemos que enquanto alguns setores como o de Automóveis, Caminhões e Autopeças Novos, com 25,28%, Materiais de Escritório e Informática, com 39,54%, e Materiais Elétricos, com 24,08% tiveram bom desempenho, os demais segmentos, ou tiveram fraco desempenho, nem chegando no melhor dos casos em 3%, ou negativos em até (3,72%). Com isso percebemos que o crescimento do Comércio em Geral se deve ao melhor desempenho de bem poucos setores, enquanto os demais permanecem quase que estagnados. Nesta comparação deve se lembrar que nossa análise é com base não em valores nominais, mais deflacionados, e que a inflação no período, a inflação que mede os custos das atividades comerciais, nestes 12 meses chegou a 12,14%.
Gráfico 1 - desempenho em relação ao mesmo mês no ano anterior
Gráfico 2 - desempenho acumulado em relação aos últimos doze meses
| Ramo/Setor | Cresc. Real s/mês anter. | Cresc. Real s/mês ano ant. |
|---|---|---|
| Ferragens | 0,00 | 15,00 |
| Máquinas e Equipamentos para Escritório | 5,00 | 5,00 |
| Automóveis, Caminhões e Autopeças | 0,00 | 8,74 |
| Óticas e Joalherias | 3,70 | 3,70 |
| Materiais de Construção | 1,52 | (6,94) |
| Materiais Elétricos | (2,00) | 11,36 |
| Eletrodomésticos, Móveis e Bazar | 3,28 | (2,26) |
| RAMO DURO | 1,56 | 2,55 |
| Vestuário e Calçados | (2,43) | (13,40) |
| Produtos Químicos e Farmácias | (1,61) | 4,27 |
| Livrarias, Papelarias e Brinquedos | 0,00 | 3,51 |
| RAMO MOLE | (1,74) | (4,19) |
| COMÉRCIO GERAL | (0,12) | (0,94) |
A análise na amostra nos revela um quadro de estabilidade no emprego, sem mudanças significativas quer de incremento, quer de diminuição.
| Mês/Ano | Categoria | Registros | Valor | Cancelam. | Valor | Diferença +(-) |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Mai/07 | Cheque | 2.639 | 889.412 | 1.490 | 620.658 | 268.754 |
| SPC | 3.758 | 821.573 | 2.372 | 672.772 | 148.801 | |
| Subtotal 1 | 6.397 | 1.710.984 | 3.862 | 1.293.430 | 417.555 | |
| Mai/08 | Cheque | 1.961 | 504.927 | 946 | 208.538 | 296.390 |
| SPC | 8.140 | 1.474.640 | 5.092 | 1.007.934 | 466.706 | |
| Subtotal 2 | 10.101 | 1.979.568 | 6.038 | 1.216.472 | 763.096 | |
| Total | 3.704 | 268.583 | 2.176 | -76.958 | 345.541 | |
Houve um crescimento na inadimplência em maio de 2008 na relação com maio de 2007. A análise dos números brutos alcança 53,39%, mas, como afirmamos nos meses anteriores, a mudança de metodologia de inclusão em julho de 2007, faz com que até julho de 2008 esses dados tenham distorção. A média ponderada de distorção nos últimos meses é de cerca de 20%. Assim, se aplicarmos esta média, chegamos a que a inadimplência em maio, expurgada a distorção, seria em torno de 26,32%. Com certeza continua sendo um número alto, mas abaixo dos valores superiores a 30% dos últimos meses. O dado que continua positivo é o de recuperação de crédito, que teve um crescimento de 56,34%, o que é um resultado bem positivo.
1: Uma única empresa de Caxias do Sul em março e abril registrou todos os seus inadimplentes de um ano, não os desses meses, com isto, só em abril, ela fez 943 registros, no valor de R$ 1.239,311. Em economia chamamos a algo assim de "out liner", fora de padrão, e não podemos levar em conta para fatores estatísticos. Poderíamos dizer que são dados reais que refletem inadimplências reais ocorridas durante o ano, e isto está certo. Tais dados são considerados quando analisamos o número total de inadimplentes, contudo não podem ser considerados quando a atividade estatística econômica visa medir fluxos de atividade, como é o nosso caso. Uma vez que estes dados não são considerados mês a mês, em termos de fluxo não serão considerados quando consolidados.
Entendemos que a análise do desempenho do comércio de Caxias do Sul evidencia que seu crescimento não é homogêneo, podendo evidenciar que há não um crescimento expressivo da atividade comercial em geral, mas a alocação do poder de compra para segmentos que, justamente por terem bens com maior valor financeiro, ocupam, também maior participação nos indicadores da análise.
Inflação e inadimplência continuam sendo os riscos no horizonte.
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