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Presidente
José Quadros dos Santos
Departamento de Economia e Estatística
Miguel Frederico Fortes - Diretor
Sirlei Bertollo
| Ramo/Setor | Sobre Jan 2009 | Sobre Fev 2009 | Acum. no ano | Acum. 12 meses |
|---|---|---|---|---|
| Ferragens | -6,92 | -6,04 | -1,30 | 2,17 |
| Máquinas Equip. p/ Escritório e Informática | 5,36 | 35,08 | 45,36 | 6,62 |
| Automóveis, Caminhões e Autopeças Novos | -25,61 | -21,20 | -9,47 | 2,67 |
| Óticas e Joalherias | 72,01 | 58,47 | -7,88 | -11,26 |
| Materiais de Construção | -4,13 | -26,78 | -17,64 | -2,86 |
| Materiais Elétricos | 30,96 | -12,89 | -28,94 | -3,77 |
| Eletrodomésticos, Móveis e Bazar | 13,03 | 5,11 | -11,30 | 1,48 |
| TOTAL RAMO DURO | -10,59 | -10,65 | -9,26 | 1,86 |
| Vestuário Calçados e Tecidos | 3,34 | -28,31 | -26,83 | -21,75 |
| Produtos Químicos e Farmácias | -22,64 | -13,52 | -2,45 | -0,43 |
| Livrarias, Papelarias e Brinquedos | -36,38 | -28,55 | -15,76 | -13,93 |
| TOTAL RAMO MOLE | -14,17 | -23,35 | -16,57 | -13,15 |
| COMÉRCIO GERAL | -11,42 | -13,88 | -11,22 | -2,31 |
As vendas do comércio caxiense foram deflacionadas pelo IGP-DI da FGV, que no mês de abril foi de 0,04% e no acumulado dos últimos 12 meses de 4,73%.
O Comércio de Caxias do Sul em abril de 2009 alcançou um resultado negativo de 11,42% em relação a março de 2009, de 13,88% em relação a abril de 2008, com isso alcançando um acumulado no ano de (11,22%) e também negativo de 2,31% em 12 meses. É a primeira vez na série histórica que todos os números índices são negativos.
Somente três setores obtiveram resultado positivo: Máquinas e Equipamentos para Escritório, 35,08% em relação a abril de 2008, Óticas e Joalherias, com 58,47% em relação a abril de 2008, e Eletrodomésticos, Móveis e Bazar, com 5,11% em relação a abril de 2008. No acumulado do ano só o primeiro tem resultado positivo no acumulado do ano, 45,36%, além desse, com 6,62%, Ferragens, com 2,17%, Automóveis, Caminhões e Autopeças Novos, com 2,67%, e Eletrodomésticos, Móveis e Bazar com 1,48% tem resultado positivo acumulado em 12 meses.
Os resultados positivos ou são sazonais, ou estão ligados aqueles setores que têm sido foco de ações especiais de incentivos fiscais.
Gráfico 1 - desempenho em relação ao mesmo mês no ano anterior
Gráfico 2 - desempenho acumulado em relação aos últimos doze meses
| Ramo/Setor | Cresc. Real s/mês anter. | Cresc. Real s/mês ano ant. |
|---|---|---|
| Ferragens | -4,17 | 0,00 |
| Máquinas e Equipamentos para Escritório | 0,00 | -35,00 |
| Automóveis, Caminhões e Autopeças | -1,60 | -0,96 |
| Óticas e Joalherias | -3,57 | 0,00 |
| Materiais de Construção | -3,28 | -10,61 |
| Materiais Elétricos | 0,00 | 10,00 |
| Eletrodomésticos, Móveis e Bazar | 7,06 | 13,13 |
| RAMO DURO | 1,89 | 3,85 |
| Vestuário e Calçados | -1,36 | -1,89 |
| Produtos Químicos e Farmácias | -5,54 | 19,09 |
| Livrarias, Papelarias e Brinquedos | -11,97 | 5,93 |
| RAMO MOLE | -4,90 | 8,25 |
| COMÉRCIO GERAL | -1,75 | 6,08 |
| Abr/09 | Mar/09 | Fev/09 | |
|---|---|---|---|
| PIs SPC FORNECIDOS | 51.162 | 50.930 | 62.890 |
| LIGCHEQUE | 14.481 | 14.537 | 49.139 |
| SPC + LIGCHEQUE | 65.643 | 65.467 | 112.029 |
O movimento de consultas para concessão de crédito teve um crescimento de 0,26% em relação a março de 2009, praticamente um movimento de estabilidade, mas uma queda de 41,40% em relação a fevereiro. Continua o quadro de redução da atividade de crédito, e, consequentemente da atividade comercial.
| Mês/Ano | Categoria | Registros | Valor | Cancelam. | Valor | Diferença +(-) |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Abr/08 | Cheque | 2.158 | 542.220 | 994 | 258.420 | 283.800 |
| SPC | 9.090 | 2.673.375 | 4.596 | 1.171.048 | 1.502.327 | |
| Subtotal 1 | 11.248 | 3.215.595 | 5.590 | 1.429.468 | 1.786.127 | |
| Abr/09 | Cheque | 1.751 | 540.870 | 938 | 281.130 | 259.740 |
| SPC | 8.619 | 2.177.484 | 4.367 | 2.004.981 | 172.503 | |
| Subtotal 2 | 10.370 | 2.718.354 | 5.305 | 2.286.111 | 432.244 | |
| Total | -878 | -497.241 | -285 | 856.643 | -1.353.883 | |
Houve uma queda na inadimplência em abril de 2009 em Caxias do Sul de 7,80% em número de casos, e de 15,46% em termos de valor financeiro. Esse, porém, é mais um indicador de diminuição da atividade econômica do que de real queda da inadimplência, pois evidência que houve uma menor movimentação de inclusões, havendo, porém, um crescimento do número total de pessoas incluídas.
Nós temos mais de uma maneira de analisar o crescimento da inadimplência. Comparando o crescimento do número de pessoas incluídas no SPC. No dia 1/05/2009 nós tínhamos 67.638 pessoas registradas no SPC, no dia 01/05/2008 nós tínhamos 61.979 pessoas.
Assim, nesta análise eu comparei os seguintes dados:
Em 12 meses tivemos o crescimento da inadimplência - entendendo aqui o número de pessoas registradas - de 9,13%.
De 01/01/2009 a 01/05/2009 0 crescimento foi de 2,85%.
Comparando o desempenho mês a mês temos os seguintes:
Esta segunda forma de análise mostra que desde fevereiro o quadro de inadimplência, no sentido das pessoas não estarem conseguindo sair do cadastro de inadimplência, vem se acentuando.
Notemos que em abril de 5,09% no número de pessoas que conseguiu recuperar seu crédito em comparação com abri de 2008.
Analisando os indicadores usados neste instrumento para medir a evolução da atividade comercial de Caxias do Sul, vemos que todos eles são negativos. O único que poderia ser positivo, de inclusões no SPC, ao se fazer a comparação com a realidade do número de pessoas incluídas, mostrou se dever não a uma queda da inadimplência, mas sim a diminuição da atividade comercial.
Como já apontávamos em outubro de 2008, a partir de fevereiro o quadro de deterioração da atividade econômica comercial se acentuou em Caxias do Sul, alcançando, até agora, seu pior momento em abril.
Além dos fatores econômicos atuais, a questão sazonal climática, no caso a ausência do frio, serviu para fortalecer ainda mais este quadro de declínio. Neste quadro só os setores que gozam de benefícios especiais de redução fiscal tem conseguido algum crescimento, como foi o do setor de automóveis até março, com queda em abril, e como parece ser agora do setor de eletrodomésticos.
A sinalização de novos benefícios, especialmente pela maior agressividade de concessão de crédito, tem como limitação o fato das famílias estarem com altos índices de endividamento.
O dado positivo é a queda da inflação, que deve ser inferior a 3,5% neste primeiro semestre.
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