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– Enviado em 05/02/2015

Comércio caxiense sofre queda de quase 10% em 2014

Segmentos de "Materiais de Construção", "Implementos Agrícolas", "Farmácias" e "Livrarias, Papelarias e Brinquedos" foram os únicos com resultado anual positivo

Em 2014 o comércio em Caxias do Sul fechou o ano como começou: no vermelho. Com relação a 2013, a atividade do varejo sofreu queda total de quase 10%, tendo as atividades do ramo duro sofrido maior prejuízo do que as do ramo mole. No mês de dezembro, a principal data comemorativa, o Natal, correspondeu as expectativas dos lojistas dos ramos de "Vestuário, Calçados e Tecidos" (89%), "Óticas, Joalherias e Relojoarias" (79%) e "Livrarias, Papelarias e Brinquedos" (41%). Mas o resultado não foi suficientemente positivo para manter a média positiva do comércio de forma geral no último mês do ano, e dezembro finalizou com queda de quase 2%.

Alguns segmentos, no entanto, merecem destaque, pois conseguiram um saldo positivo de crescimento em 2014, em relação aos demais que amargaram quedas. No ramo duro, "Materiais de Construção" conseguiu crescer 10% e "Implementos Agrícolas" 5%, já no ramo mole a média é mais baixa, não chega a 1%, porém ainda assim é positiva, "Farmácias" e "Livrarias, Papelarias e Brinquedos" obtiveram 0,84% e 0,45%, respectivamente.
Na avaliação da assessora de Economia e Estatística da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Caxias do Sul, Maria Carolina R. Gullo, o subsídio dado por meio de políticas públicas para a aquisição de máquinas e equipamentos no setor contribuíram diretamente para os bons resultados do segmento de Implementos Agrícolas. "Com o aumento da taxa de juros e a retirada destes subsídios dificilmente os números vão se repetir em 2015", especula.
A economista avalia ainda que o segmento de Materiais de Construção deva se manter em alta, mas em velocidade menor, analisando os altos e baixos da construção civil.

Quanto ao emprego, em 2014 houve uma redução de 3.422 postos de trabalho, o que representa queda total de quase 2%. No mês de dezembro, entre admissões e demissões, o comércio fechou com queda de 443 vagas. Na concepção de Maria Carolina, o comércio e serviços sentiram o mau momento da indústria e diminuíram o ritmo das contratações.

Inadimplência
Em relação a inadimplência, as inclusões de débitos no SPC no mês de dezembro foram maiores em relação a dezembro de 2013 e o movimento de exclusão também, porém, em volume menor. Houve diminuição de inclusões de cheques e aumento de exclusões utilizando o mesmo comparativo, o que contribuiu para que os registros de CPFs fossem mais modestos. "É natural um vai-e-vem nos números tendo em vista que algumas empresas acumulam os débitos para depois incluí-los no sistema. Isso imprime aos resultados um caráter de sazonalidade", ponderou a economista.

Cenário para 2015
De acordo com assessora de Economia e Estatística da CDL Caxias, Maria Carolina R. Gullo, as projeções para os primeiros seis meses de 2015 não são animadoras. Ela explica que os sucessivos aumentos na taxa de juros encarecem o custo do dinheiro e, consequentemente, da concessão de crédito, desta forma, para ela, a tendência continua de aperto financeiro e econômico para empresas e consumidores.
Além disso, a economista alerta para a inflação e o aumento dos preços de bens e serviços administrativos (água, luz e combustível). Outro ponto preocupante, elencado por Maria Carolina, é o clima seco que assola a região sudeste, que se constitui em uma grande abastecedora de frutas e verduras para o Brasil todo e acaba contaminando os preços para o resto do País.

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